segunda-feira, 8 de agosto de 2011

PJMP de Aracati sai fortalecida após participar de Romaria

A Pastoral de Juventude do Meio Popular (PJMP) de Aracati marcou sua presença na 15ª Romaria da Terra do Ceará. A Romaria aconteceu na diocese de Itapipoca e refletiu o tema: No Testemunho dos Mártires: Terra, Água e Dignidade.

O Jovem Josenilson, Comunidade do Outeiro, participou pela primeira vez de uma Romaria e destacou: "Foi muito bom participar da Romaria, pois ver aquela multidão anima a gente a se envolver nas lutas. Foi um aprendizado para a PJMP".

Alguns jovens ainda puderam dar a sua contribuição na animação da tenda Dignidade que foi formada pelas dioceses de Tianguá, Crato, Sobral e Limoeiro do Norte. Para a jovem Juerlani, Comunidade Pedregal, "contribuir na animação da Romaria foi muito gratificante". E acrescentou: "Saí mais fortalecida para continuar a caminhada".




quarta-feira, 27 de julho de 2011

7º Mutirão Brasileiro de Comunicação

Construído com a presença de mais de 700 participantes, na cidade do Rio de Janeiro, nos dias 17 a 22 de julho de 2011, o 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação foi um espaço de aprofundamento e de lançamento de idéias e propostas sobre a comunicação. Refletido sob vários anglos e aspectos o tema Comunicação e Vida: Diversidade e Mobilidades trouxe aos participantes a possibilidade de lançarem olhares sobre si mesmos, o outro e o mundo nos processos comunicativos.

Os questionamentos de Dom Claudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontifício de Comunicação Social, foram pertinentes: O que comunicamos? Como comunicamos? Para que comunicamos? Nossa comunicação, segundo Dom Claudio, não deve ser para lograr privilégios e nem para ganhar adeptos, mas deve sempre dizer uma palavra de verdade e justiça. Ela deve ser profética e incômoda. E acrescentou: as rádios e televisões católicos não podem pensar que todos são cristãos. É preciso saber que há um estado laico.

Luiz Erlanger, presidente da central Globo de Comunicação, chamou a atenção para a questão da visibilidade e da identidade. Como a gente quer ser visto? Após analisar a presença da Igreja na mídia, Erlanger concluiu que há muita consulta em torno das estruturas e não dos conteúdos. Há muito potencial, mas falta uma conexitividade, algo que seja aglutinador e mostre o rosto, a identidade enquanto Igreja.

Ao falar sobre o papel do jornalista, Marcelo Canellas, jornalista da Globo, disse que o jornalista tem que ter a humildade intelectual de saber que não muda a realidade. Segundo Canellas quem muda a realidade é a sociedade civil organizada. O papel do jornalista, concluiu ele, é jogar uma luz sobre a realidade.

O Reitor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Padre Carlos Josafá, compreende a comunicação como processo integrador. A comunicação de Deus, diz Josafá, deve estar articulada com a realidade humana, social, ambiental, cosmológica. As visões comunicativas fragmentadas não levam a nada.

O 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação fez a sua parte dando indicativos de como deve ser a nossa comunicação frente aos desafios e complexidades da cultura contemporânea, cabe, portanto, aos que lá estiveram socializar essa contribuição através dos diversos meios disponíveis.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Gêneses da OPA


Embora se fale em superação da pobreza, surgimento de uma nova classe média e melhoria na qualidade de vida, são nítidas entre nós as grandes contradições produzidas pelo capital. Primeiro porque está se olhando o ser humano descontextualizado, fora da conjuntura planetária, como se ele fosse ele nele mesmo, sem as relações necessárias e fundamentais. Em segundo lugar porque o olhar é o do próprio capital, onde é satisfatório que alguns se saciem com as migalhas, enquanto a grande maioria se banqueteia quais “vacas de basã”.

São os olhares atentos e críticos sobre esta realidade que está na gênese da Organização Popular de Aracati – OPA. Olhar da Igreja da libertação que faz uma opção radical pelos pobres; olhar do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST; olhar dos professores; olhar dos estudantes; das comunidades e associações. Olhares para além dos seus interesses e da sua sobrevivência enquanto movimento ou instituição.

O que faz a OPA ser o que ela é é justamente a capacidade de perceber a importância das relações e interações. Assim como as pessoas não podem viver isoladas, também as organizações, principalmente quando o contraditório nos é comum. As negações de direitos em nossa realidade nos fez convergir os olhares e repensar nossas metodologias.

Os grandes projetos ( carcinicultura, eólicas, agronegócio...) estão sendo colocados acima das pessoas, do meio ambiente, da vida. Há clamores e é preciso saber escutá-los. É necessário e urgente intervir. Está mais do que na hora de nos apresentarmos como movimento de resistência e vivenciarmos as alternativas de forma audaciosa. As pequenas práticas, por menores que pareçam ser, são sinais de esperança. O movimento social tem que reverter à violação de direitos, mas isso só acontecerá se for de forma articulada.

Está na gênese da OPA jamais perder de vista que somos companheiros e companheiras na busca e na luta por uma sociedade sustentável. E como diz Leonardo Boff “a sustentabilidade alcança a sociedade, a política, a cultura, a arte, a natureza, o planeta e a vida de cada pessoa".

Todas as ações realizadas pela OPA já nos seus poucos meses de vida apontam que nós estamos no caminho certo e não podemos desanimar. O nosso público é realmente aquele que se tornou invisível aos olhos do capital, que de maneira perversa continua deixando seqüelas.





















domingo, 19 de junho de 2011

"Somos Imagem e Semelhança da Trindade"

Hoje, domingo 19, é a festa da Santíssima Trindade. Para as Comunidades Eclesiais de Base - CEBs - o dia das Comunidades, pois entende-se que "a Santíssima Trindade é a melhor Comunidade". Há entre as três pessoas divinas comunhão e comunicação. A ação de cada uma, embora específica, não é isolada. Segundo Irmã Vera Bombonatto "elemento fundamental da comunhão intratrinitária é o fato de que a união entre as Pessoas Divinas não suprime as diferenças e a individualidade própria de cada uma".

Para Leonardo Boff "se Deus significa três Pessoas divinas em eterna comunhão entre si, então devemos concluir que nós também, seus filhos e filhas, somos chamados à comunhão. Somos imagem e semelhança da Trindade".

Para celebrar esse dia, as CEBs estiveram durante a semana de Pentecostes a Santíssima Trndade refletindo o subsídio elaborado pelo Secretariado do 13º intereclesial: CEBs, Romeiras do Reino no Campo e na Cidade. O subsídio trouxe os subtemas O que é uma Comunidade Eclesial de Base?; CEBs e Paróquia, experiência de Comunidade e A Espiritualidade das CEBs.

terça-feira, 17 de maio de 2011

OPA retoma negociação com prefeitura de Aracati

Hoje,17, as comunidades integrantes da Organização Popular de Aracati (OPA) estiveram mais uma vez mobilizadas em frente a prefeitura municipal de Aracati. Há oito dias atrás, na terça, 10, as comunidades tiveram uma primeira audiência com alguns secretários, sem a presença do prefeito Expedito Ferreira. Na audiência de hoje o prefeito se fez presente nas primeiras horas de negociação.

Em nota de esclarecimento à população, a OPA diz que está organizada e reivindicando direitos básicos negados pelo governo municipal como: recuperação de estradas; melhorias nos postos de saúde e no atendimento médico; regularização fundiária; garantia de recursos para a infra-estrutura dos açudes; melhorias nas escolas e na educação; a não liberação de anuências para carcinicultura; consulta popular sobre qualquer empreendimento no território de Aracati; saneamento básico; melhoria na segurança pública; abastecimento de água; recuperação de barragens e construção de poços.

Ao sair da audiência, por vota das 13:00h, a comissão de negociação reuniu a assembléia para expor as propostas de encaminhamento da pauta por parte da prefeitura. Por unanimidade a assembléia sentiu-se vitoriosa e resolveu suspender o acampamento, mas prometeu que vai ficar monitorando todas as ações e que voltará com mais força, caso o acordo seja descumprido.

Na opinião de Odahi, um dos participantes na negociação, "essa foi mais uma vitória do povo e mais um passo da OPA. Mostra que quando o povo organizado quer as coisas acontecem". E acrescentou: "que essa luta do povo de Aracati sirva de exemplo para outros municípios." Para Diassis, comunidade Venâncio, "o processo de luta da OPA é um modelo novo para nós aracatienses, que nos estimula a lutar pelos nossos direitos, pelo bem das pessoas." Os jovens Paulo e Juerlane, Pedregal, disseram estar se sentindo muito bem em participar dessa mobilização, "pois é exercício de cidadania lutar pelos ideais. É prova de que se está vivo e acordado."

A OPA é uma organização popular, política, sem vínculo partidário eleitoral, de participação direta e com coordenação coletiva.

domingo, 15 de maio de 2011

"Honra a quem honra merece"

As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da Praia do Futuro, em Fortaleza, estão ganhando as ruas com uma campanha popular. A campanha solicita da prefeitura a mudança do nome da "praça 31 de Março" para "praça Dom Helder Camara."

No abaixo assinado as CEBs dizem: "Nós os subscritos, vimos, por meio deste, solicitar aos Exmos. Senhores Vereadores da Cãmara Municipal de Fortaleza e à Exma. Senhora Prefeita Luiziane Lins, a mudança do nome da praça 31 de março, triste lembrança do golpe militar em praça Dom Helder Camara, homenageando o mais ilustre religioso cearense, defensor dos pobres e dos Direitos Humanos. Honra a quem honra merece".

Com essa campanha as CEBs pretendem convencer os legisladores da Cãmara Municipal e o próprio poder Executivo de que essa é uma causa justa e que a cidade de Fortaleza tem uma dívida para com a pessoa de Dom Helder, "cuja casa paterna - antigamente situada frente ao Passeio Público ( praça dos Mártires) - não soube preservar como patrimônio público, permitindo sua demolição.







terça-feira, 10 de maio de 2011

Prefeitura de Aracati é ocupada pela OPA

A Organização Popular do Aracati - OPA, ocupou nesta manhã, 10 de maio, a Prefeitura de Aracati. Cerca de 100 pessoas, vindas de 10 comunidades (Cajueiro, Canapum, Pedregal, Morrinhos, Venãncio, Terra Esperança, Outeiro, Araguaia, Zumbi dos Palmares e Aroeira Vilany) chegaram por volta de 8:30h na Prefeitura com uma pauta de reinvidicações. Os manifestantes foram recebidos com correntes nos portões e a presença da Guarda Municipal.

" Lá dentro da cidade um clamor, cheio de soluço e dor um desafio para nós. O grito sobe da periferia, semente de um novo dia é preciso despertar. Toda essa gente organizada e a cidade transformada com certeza chegará." Esse era um dos cantos que animava a multidão, que sabia muito bem o que estava fazendo ali, consciente de que as conquistas se fazem na luta.

A pauta de reinvidicações das comunidades foi apresentada por uma comissão ao secretário de Infra-estrutura, José Gonçalves Filho, de Turismo, Francisco José Damasceno e da Secretária de Saúde, Marilza Lima dos Santos, que justificou a ausência do Prefeito Expedito Ferreira. Segundo a Secretária, ele estaria participando da marcha dos prefeitos em Brasília.

Como proposta, durante as negociações, por parte da prefeitura, os secretários irão se reunir com o Prefeito na segunda-feira e analisar toda a pauta de reivindicações, e na terça-feira sentarão novamente com as comunidades para os encaminhamentos. A assembléia aceitou a proposta, deixando claro que quem está com as cartas são as comunidades e não a prefeitura.

Para Jocélia Ribeiro "essa foi uma experiência positiva, pois foi a primeira vez que a comunidade de Pedregal participou de uma luta como essa. Na opinião de Socorrinha, comunidade do Canapum, "as coisas só se resolvem assim." E acrescentou: "Eu e minhas companheiras voltamos para casa mais animadas". Talles, membro da coordenação da OPA, avalia essa mobilização como sendo "um marco na história de luta de Aracati."

A OPA tem um ano de existência e seu objetivo é "trabalhar as bases na formação, mobilização e organização com referência na participação direta, contribuindo na construção, fortalecimento e expansão da organização popular."