segunda-feira, 29 de novembro de 2010

CEBs de Fortaleza realiza assembléia em clima de refundação

O espírito de refundação esteve presente durante toda a assembléia das Comunidades Eclesiais de Base - CEBs - de Fortaleza. A assembléia aconteceu dos dias 26 a 28 de novembro de 2010, no Centro de Pastoral Maria Mãe da Igreja.

Cerca de cem representantes de comunidades da periferia e das regiões da praia, serra e sertão da arquidiocese participaram da assembléia, que teve como objetivo principal o estudo do documento 92 da CNBB - Mensagem ao Povo de Deus sobre as Comunidades Eclesiais de Base.

Pe. Vileci Vidal, secretário do 13º Intereclesial, esteve presente à assembléia para expor o processo de preparação feito até o momento. Vidal esclareceu sobre a necessidade de um envolvimento de todas as dioceses do Regional no acolhimento do 13º Intereclesial que aontecerá em Julho de 2013 na diocese do Crato.



segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Caldeirão do beato José Lourenço é inspiração profética para as CEBs

Era madrugada do dia 19 de setembro de 2010 quando os participantes da XVII assembléia de CEBs do regional NE I -Ceará partiram em romaria para o Caldeirão do Beato José Lourenço. Em meio a poeira e a vegetação seca, a certeza de que o Calderão continua vivo e de que lutar pela vida não é em vão. As Comunidades Eclesiais de Base jamais "deixarão cair a profecia", Dom Helder.

A comunidade do Caldeirão do beato José Lourenço ficava nas terras do Pe. Cícero no município do Crato. Ela era pautada pelo tripé: oração, trabalho e abundância. No ano de 1926 a população era de 200 pessoas, aumentando consideravemente com a seca de 1932. Em 1936 chegou a 2000 habitantes. O caldeirão, segundo Pe. Vileci Vidal, "tornou-se sinal de liberdade camponesa, onde se prosperou uma vida baseada na experiência das primeiras comunidades cristãs."

A 11ª romaria do Caldeirão do beato José Lourenço teve como tema: Vida em primeiro lugar, tema do 16º grito dos excluídos 2010. Nos tempos atuais o Caldeirão continua sendo referência e inspiração profética para as CEBs.

13º Intereclesial é pauta da XVII assembléia de CEBs do regional NE I

Aconteceu de 17 a 19 de setembro de 2010 em Crato - Ceará, a XVII assembléia das Comunidades Eclesiais de Base do Regional NE I. O tema do encontro: Justiça e Profecia a serviço da Vida e o lema: CEBs - Romeiras do Reino no Campo e na Cidade, já fizeram com que os participantes da assembléia, vindos de 8 dioceses do regional, entrassem no clima do 13º Intereclesial.

Padre Anastácio, assessor da assembléia, destaca que é importante cada diocese entender o intereclesial já acontencendo. Para ele, 2013 será a celebração do que as comunidades vivenciarem durante este tempo de preparação. "A defesa da vida, na prática da justiça e da profecia é a retomada daquilo que nos identifica, diz Padre Anastácio."















A assembléia, além de estudo, possibilitou também a partilha da caminhada das dioceses e os encaminhamentos para o 13º intereclesial enquanto regional.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Paróquia de Aracati acolhe 16º Grito dos Excluídos e Excluídas da diocese

A 16ª edição do grito dos excluídos e excluídas da diocese de Limoeiro está marcada para acontecer na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Aracati. A concentração e acolhida se dará na comunidade de Pedregal, a partir das 15h do dia 7 de setembro de 2010. De lá sairá uma marcha com diversas paradas percorrendo as ruas de Aracati. As paradas darão o tom da 16ª edição do grito na diocese, pois questões como agronegócio, meio ambiente e carcinicultura, eólicas e turismo irresponsável e regularização fundiária serão abordadas. O encerramento está previsto para as 20h no largo da Igreja Matriz.

Anunciar, em diferentes espaços e manifestações populares, sinais de esperança com a perspectiva de transformação através da unidade, organização e das lutas populares e denunciar todas as formas de injustiças promovidas pelo sistema capitalista implantado em nosso país, que causa a destruição e a precarização da vida do povo e do planeta é o objetivo da 16ª edição do grito dos/as excluídos/as.

Embora se diga que o Brasil avançou e que são muitas as melhorias e benefícios alcançados pela população, há uma realidade sufocada que precisa ser gritada. São rostos desfigurados de crianças, de jovens, de idosos, de mulheres e homens, como nos fala o documento de Puebla, que continuam à margem de um sistema excludente que visa o progresso para uma pequena minoria. Por isso o lema do 16º grito dos excluídos e excluídas: Onde estão nossos direitos? Vamos às ruas construir um projeto popular.

É nesse contexto que o grito desse ano traz como proposta a participação no plebiscito popular pelo limite da propriedade da terra. No Brasil desde a chegada dos europeus, em 1500, a concentração de terra é grande. O plebiscito tem o objetivo de conscientizar e mobilizar a sociedade brasileira para a realidade agrária do país.

O grito dos excluídos e das excluídas teve sua origem no setor pastoral social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ele nasce como continuidade à reflexão da Campanha da Fraternidade de 1995 que abordava o tema Fraternidade e Excluídos. É uma manifestação popular, espaço de animação e profecia que envolve pessoas, grupos, entidades, Igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos e excluídas.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

MST reivindica melhorias para assentamentos em Aracati

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), com o apoio da Organização Popular de Aracati (OPA), acampou em frente a Secretaria de Administração da Prefeitura de Aracati, nos dias 27 e 28 de julho de 2010. Na pauta as reivindicações trazidas por quatro comunidades assentadas, cerca de 300 trabalhadores e trabalhadoras. Entre as reivindicações estavam a melhoria de estradas, atendimento médico, recuperação e construção de escolas, apoio as iniciativas de geração de renda e garantia do recebimento do seguro safra.

Na chegada, dia 27, os trabalhadores foram recebidos com os portões lacrados e spray de pimenta. Um forte aparato policial foi montado como se estivessem preparados para uma guerra. O prefeito municipal, Expedito Ferreira, mandou comunicar, através de seu secretariado, que não se encontrava em Aracati. A audiência com o movimento foi agendada para às 10:00h do dia 28.

Após 5 horas de negociações, o movimento decidiu por encerrar a manifestação. Na avaliãção do MST, o saldo foi positivo. A maioria da pauta foi encaminhada. O passo agora é de monitoramento. E caso os prazos dados pela gestão municipal não se cumpram, segundo o movimento, a luta continua.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Grito dos Excluídos é tema de encontro na diocese de Limoeiro

Agentes de pastoral da diocese de Limoeiro do Norte estiveram reunidos nos dias 25 e 26 de junho, em preparação a 16ª edição do grito dos excluídos. Este ano, no dia 07 de setembro, o grito acontecerá na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, na cidade de Aracati.

O 16º grito dos excluídos traz como lema: "Onde estão nossos direitos? Vamos às ruas para construir um projeto popular". E estará marcado por duas forças motivadoras: a vida e os direitos e a participação no plebiscito popular pelo limite da propriedade da terra.

O encontro de Limoeiro provocou os participantes a olharem para a realidade local, procurando perceber as negações de direitos nela existente. Para a assessora Jovelina, professora de história da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, "é preciso estarmos prontos para neutralizar os discursos de desenvolvimento, que se apresentam de forma demolidora e como única alternativa".

Segundo o professor da Faculdade Católica de Fortaleza - FACAF, Júnior Aquino, "o grito é um evento de massa que pressupõe um trabalho de base". É isso que vai acontecer em todas as paróquias e comunidades da diocese até o dia 07 de setembro, dia do grito. Este é um compromisso de todos.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Precisamos Respirar

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Há 20 dias a comunidade da Mutamba, no município de Aracati - CE, tomou uma decisão extrema de fechar a estrada que liga o município de Aracati aos municípios de Itaiçaba e Jaguaruana. O descaso do poder público levou a comunidade a tomar a decisão. "Desde novembro de 2009 a comunidade busca resolver pelo diálogo com a administração municipal, mas não há vontade política da parte do munícipio em resolver a situação", afirma Maria Oliveira, presidente da associação de moradores da Mutamba.

Os moradores da comunidade da Mutamba querem simplesmente o direito de poder respirar. Por causa da poeira são muitos os problemas respitatórios. Pela estrada da Mutamba, embora o governo municipal diga o contrário, trafegam carros pesados das empresas de carcinicultura. Segundo a promotora Emilda afonso de Sousa "o ato de fechar a estrada não é crime, pois trata-se de um estado de necessidade. A saúde, os filhos estão comprometidos com a poeira".

Elson Hélio Moreira,11, sabe muito bem o porque do fechamento da estrada e traduziu com a poesia: Estava na beira da estrada,
Uma galera começou a chegar
E o que eles falavam:
OPA, OPA, OPA LÁ!
Nós lutamos por nossos direitos,
Com razão queremos reclamar
Queremos calçamento feito
Prá podermos respirar.