segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A espacialidade mística da romaria

Durante a realização da II Ampliada das CEBs, na diocese do Crato, de 26 a 30 de janeiro, Ir. Annette Dumoulin, foi convidada para falar sobre a Religiosidade Popular e Romarias em Juazeiro do Norte. Sua fala é pautada nos 35 anos de convivência com os romeiros.

Segundo Dumoulin, só é possível entender o romeiro se formos capazes de entender a sua espacialidade. Para o romeiro, diz ela, um metro quadrado significa mais do que um metro quadrado. "O romeiro transforma, organiza e vive o espaço em dimensões religiosas, numa espacialidade mística, uma grande liturgia."

Ao contrário do que se pensa, diz Dumoulin, a romaria não é fuga da realidade diária, mas procura de sentidos, restabelecimento da esperança para viver melhor esta realidade. "Na hora da romaria, o peregrino deixa seu centro de referência costumeiro e caminha em direção a outro centro, onde ele projeta valores, desejos, sonhos que motivam a sua peregrinação na terra, conclui Ir. Annette".

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